Áreas produtivas no Centro-Oeste e Sul do país viram alvo de investidores e produtores rurais em busca de expansão.
Leilões de imóveis rurais têm ganhado relevância no calendário do agronegócio. Áreas de até 1.000 hectares no Mato Grosso, Goiás e Paraná foram colocadas em pregão nos últimos meses.
Os lances iniciais costumam ser atrativos, mas a análise da regularização ambiental (CAR, Reserva Legal) é indispensável antes da arrematação.
Cooperativas e fundos de investimento agropecuário lideram a disputa pelos lotes mais valorizados.
Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul concentram 65% das fazendas leiloadas em 2026, refletindo a expansão da fronteira agrícola e a maior taxa de execução de financiamentos rurais.
O perfil dos compradores se diversificou: além de fazendeiros e cooperativas, fundos de investimento agro (FIIs e FIAGROs) passaram a competir agressivamente pelos lotes mais produtivos, sobretudo acima de 500 hectares.
Antes da arrematação, é essencial verificar a regularização ambiental: CAR (Cadastro Ambiental Rural) ativo, Reserva Legal averbada e ausência de embargos do IBAMA. Pendências ambientais podem inviabilizar o uso produtivo.
A consulta ao Incra também é fundamental para validar o CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural) e confirmar a metragem real da propriedade, evitando litígios futuros com vizinhos.
Fazendas com benfeitorias (galpões, casas-sede, currais, irrigação) tendem a manter preços de arrematação próximos ao valor de mercado, enquanto terras nuas oferecem descontos de até 35%.
Para investidores institucionais, a operação costuma envolver due diligence completa contratando engenheiro agrônomo, advogado especializado e laudo de avaliação independente — gastos que se pagam com a segurança jurídica obtida.